segunda-feira, maio 09, 2005

Para sempre

Madrugada, como sempre. Como o hoje permite. Advém da vontade uma igual sensação de presença constante e inatingível que cruzo sempre que as mãos se choram e os corpos insistem, na penumbra, o arauto destes dias tão sós. Doce. Largo sorriso escrito na inefável expressão da incerteza, feliz, agreste, que está. Há dias escrevia sem perceber como eram possíveis as palavras em mim e os beijos no chão, como se de uma quimera se tratasse. Porque também das quimeras tratam as palavras ou esta incapacidade de sons que tento cumprir quase mecanicamente em função do "heart beat". Sombras. Imensas, arfando os passos que não reduzo ao círculo do tempo. Falam e gritam o que não sabem dizer e eu finjo que não escuto as peles, diversas, que acabam, contudo, por me ensinar a vestir-me. Hoje eu, amanhã o talvez. Hoje tu, porque ele assim o permite.
Tu, como sempre, como nunca mais.



"Transfigurava o tempo (...)

Todas as marcas onde algo de seu ficará

para sempre..."

3 Comentários:

Às 1:02 da manhã , Anonymous Anónimo disse...

estou aqui.

 
Às 3:32 da manhã , Anonymous Anónimo disse...

E o que é o sempre?
....
E o que é esse sempre que teimamos em guardar?

E que sabemos que já não é nosso; que se calhar nunca o foi?

É uma quimera difícil de suportar




__Nopia

 
Às 8:12 da tarde , Anonymous Anónimo disse...

Para sempre em mim.

<3

 

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